Assim como jazz americano, que mesclou a musicalidade trazida pelos africanos escravizados e instrumentos trazidos da Europa, o choro brasileiro surgiu como uma mistura do ritmo africano lundu com ritmos europeus.

Essa fusão fez com que o choro frequentasse, desde o século XIX, todos os ambientes, dos populares aos eruditos, sendo reverenciado por todos como uma grande representação musical dos brasileiros.

Sofisticado, tradicional, erudito, popular... Não importa como o classifiquemos, o choro é sempre sinônimo de boa música. Por um tempo, no século XIX, foi o único recurso para que músicos populares fossem aceitos nos saraus da elite brasileira. Assim como o jazz americano, há muito improviso nas composições musicais, o que o torna um ritmo inusitado.

A história – A origem mais aceita do choro é que foi resultado de apresentações do flautista e compositor Joaquim Antônio da Silva Calado, dos pianistas Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga e do maestro Anacleto de Medeiros, que misturavam quadrilhas, polcas, tangos, maxixes, xotes e marchas com batidas inspiradas no lundu africano, em apresentações no subúrbio carioca.

O nome “choro” teria vindo da forma abrasileirada de pronunciar a palavra “chorus”, ou coro musical. Câmara Cascudo discordava dessa hipótese, dizendo que o nome pode derivar da palavra “xolo”, um baile realizado pelo africanos trazidos ao Brasil.

Trinca Brasil – Concerto de choro

Ilustrando bem a musicalidade sem fronteiras do choro, a Paulinas-COMEP lança o álbum “Trinca Brasil – Concerto de choro”, com os músicos Toninho Carrasqueira, Guilherme Sparrapan e Edmilson Capelupi.

Esse disco, além da rara beleza musical que possui, nos traz um apuro de inteligência e técnica de seus executantes. As adaptações feitas traduzem, com graça e profundidade, um repertório que passeia por compositores brasileiros do universo da música clássica.