Santa Teresa d’Ávila foi uma das primeiras mulheres a aprender a ler, em um tempo em que isso era raro, quase proibido. Uma mulher que queria ter pensamento livre e fazer-se ouvir, quando isso era impedido a elas. Uma mulher à frente de seu tempo, estudiosa e considerada a protetora dos professores.

Nascida na cidade espanhola de Ávila, Teresa era de uma família numerosa e, desde cedo, interessava-se pela vida dos santos. Quando perdeu a mãe, aos 16 anos, foi internada em um mosteiro agostiniano. Aos 20, no Mosteiro do Carmelo da Encarnação, foi proibida de ler pela lei vigente na época.

Mesmo assim, perseverou em seus estudos e, mesmo doente, fundou o Monastério de São José, em Ávila. Santa Teresa escreveu várias obras, entre elas “Livro da Vida”, “Caminho de Perfeição”, “Castelo interior ou Moradas” e “Livro das Fundações”, além de poesias, exclamações e mais de 500 cartas.

Morreu em 1582 e foi canonizada em 1622. Em 1970, papa Paulo VI conferiu-lhe o título de Doutora da Igreja. Seu esforço pela educação tornaram-na padroeira e protetora dos professores.