Exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis - doc. 190

Sobre a eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da Igreja
Disponível
Editora: PAULINAS
Autor(es): Bento XVI
Coleção: Voz do papa
Código: 511625
R$ 12
ou em até 2x de R$ 6.00 sem juros

calcular frete

Não sabe seu CEP? Então clique aqui.
loader
Nome Prazo de entrega Valor
COMPARTILHAR

Ficha técnica

Código de barras:
9788535604924
Peso:
170
Dimensões:
12.50cm x 0.00cm x 18.00cm
Código:
511625
Idioma:
PORTUGUES
Número de páginas:
144
Edição:
6
Data de Edição:
23/12/2010
Data de Lançamento:
16/03/2007

Detalhes

A XI Assembléia do Sínodo dos Bispos, realizada em outubro de 2005, tendo como tema a Eucaristia, elaborou como de costume uma série de proposições, que competiria ao papa publicá-las numa Exortação Apostólica, conferindo-lhes valor legal. Bento XVI, inovando a tradição de quase quarenta anos, decidiu publicar imediatamente as 50 proposições do Sínodo sobre a Eucaristia, reservando-se o direito de retomá-las numa perspectiva que julga mais apropriada ao nosso tempo e que é, de fato, mais condizente com sua forma própria de pensar.

A novidade da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis, ora publicada, é o fato de encarar a Eucaristia como sacramento do amor. Mais do que insistir na sua especificidade de sacramento, ou no dogma da Presença Real, que caracteriza a quase totalidade da literatura teológica dos últimos setecentos anos, Bento XVI focaliza no amor todos os aspectos da Eucaristia como centro do mistério da fé cristã, centro da liturgia da Igreja e expressão de uma vida em busca de Deus, nitidamente espiritual, além de todas as exigências jurídicas e morais, em que se costumam deter os discursos sobre os deveres e os direitos dos cristãos.

Dividido em três partes - fé, celebração e vida eucarística - o documento, cuja primeira aparência é de heterogeneidade, tocando em todos os aspectos do dogma e da moral cristãos, ganha unidade, quando lido na perspectiva propriamente espiritual, das exigências do amor, que drenam e unificam toda a nossa vida, desde a intimidade do coração fiel até o nosso empenho de solidariedade e de justiça, em vista de uma sociedade mais condizente com a dignidade da pessoa humana.

Vale sublinhar a maneira como é apresentada a liturgia, em continuidade, aliás, com as proposições apresentadas pelos bispos do mundo inteiro. A qualidade da celebração litúrgica depende da fidelidade com que testemunha a vivência interior da comunhão com Deus de toda a comunidade que celebra. Foge-se, assim, à tentação de conceber a liturgia como um grande evento, para atrair o povo, ou como a expressão indiferenciada das formas culturais de reconhecimento do sagrado. Esses aspectos, embora devam ser levados em consideração, não podem nunca se sobrepôr à qualidade espiritual dos que celebram, a começar pelo presidente.

Não se trata de voltar ao passado, quando se recomenda o canto gregoriano e o latim, pelo menos nas celebrações internacionais, mas de guardar alguns elementos de continuidade para, justamente, firmar o princípio da fidelidade à tradição, que está na base de toda autêntica liturgia.