Em busca de Paulo

Como o apóstolo de Jesus opôs o Reino de Deus ao Império Romano
Disponível
Editora: PAULINAS
Autor(es): John Dominic Crossan,  Jonathan L. Reed
Coleção: Bíblia e arqueologia
Código: 511510
R$ 75
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Ficha técnica

Código de barras:
9788535619775
Peso:
540
Dimensões:
15.50cm x 0.00cm x 23.00cm
Código:
511510
Idioma:
PORTUGUES
Número de páginas:
432
Edição:
3
Data de Edição:
25/02/2008
Data de Lançamento:
30/08/2007

Detalhes

A coleção "Bíblia e Arqueologia" quer ser um importante instrumento de ajuda nesse campo de pesquisa. Com textos de fácil interpretação e ricas ilustrações, as obras certamente abrirão novos horizontes a quem se interessa pelo tema. Em busca de Paulo não é mais uma obra sobre o apóstolo Paulo. Os autores têm plena consciência, como declaram no prefácio, da novidade de seu texto quanto à forma e ao conteúdo. Do ponto de vista da forma, por valorizarem sobremaneira os dados arqueológicos, do ambiente físico e da sociedade concreta em que Paulo viveu e desenvolveu sua ação evangelizadora. Do ponto de vista do conteúdo, porque sublinha o objetivo e o público-alvo imediatos da ação de Paulo. Seu objetivo teria sido o de opor à estrutura do Império Romano uma nova visão da sociedade e da história, herdada do judaísmo, baseada não mais no poder de uma elite de cidadãos, mas na justiça e na igualdade efetiva entre todos os humanos. Seu público imediato, os pagãos simpatizantes do judaísmo, cuja vida e a ação podiam transformar por dentro a sociedade imperial. Como é típico de todo trabalho arqueológico e uma das características de Crossan, um dos autores, o ponto de partida da interpretação são sempre mínimos detalhes, que vão adquirindo importância decisiva à medida que são postos em relação com outros aspectos ou textos. A obra parte da idéia da pax romana, atestada por inúmeros monumentos, que permite sublinhar um relacionamento incomum com a tradição judaica, o que cria uma situação original nas sinagogas, freqüentadas por pagãos simpatizantes do judaísmo, situados entre duas visões da paz universal. É o que torna compreensível a atuação de Paulo, propondo uma paz fruto da justiça, mas não dependente da lei, que constitui uma bênção para todo o universo e encaminha a humanidade inteira para participação de um mesmo banquete. Um mundo em que predomina a justiça de Deus e que torna irrelevantes as diferenças existentes entre os humanos, judeus ou gregos, homens ou mulheres, grandes ou pequenos. O universalismo paulino, fruto da justiça, opõe-se ao universalismo romano, em que a paz é entendida como vitória sobre os não-aderentes ao Império. Nesse contexto, percebe-se a atualidade de Paulo, quando o mundo globalizado está sob o poder dominante de um novo Império. O autor se pergunta, finalmente, se a América do Norte é cristã?